A dupla proteção: diante da dificuldade de usar um único
método que satisfaça as necessidades de contracepção e de proteção contra
infecções, a prevenção pode ser feita pelo uso simultâneo de dois métodos
combinados, tais como a laqueadura ou a pílula, e o condom masculino ou
feminino. Poucos serviços de saúde tem estimulado esta alternativa, senão em
situações como o tratamento de infeções vaginais, ou em relações eventuais
paralelas a uma relação estável (33). Os trabalhos que fazem menção a essa
alternativa de dupla proteção, se referem principalmente ao uso de condom na
vigência de tratamento de DST, sugerindo que o seu uso consistente não é
estimulado – principalmente diante da evidência da baixa prevalência do uso
consistente da camisinha sem outro método.
Estudo
recente sobre o padrão de uso de camisinha em Campinas mostrou a baixa prevalência
do uso consistente, e o uso desse método eficaz e consistentemente como
contraceptivo – associado à tabelinha, portanto incluindo normalmente o sexo
desprotegido para infecções durante a fase infértil do ciclo (57). Portanto,
há que reconhecer a diferença entre o uso consistente e eficaz do condom para
a contracepção (“usar bem direitinho”), do uso consistente para a prevenção
das DST/AIDS, confusão fácil de ser feita dados os limites de comunicação
entre provedores e usuárias dos serviços.