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O Clitóris
Antigamente, acreditava-se que o clitóris era aquele pontinho
difícil de achar que ficava entre os lábios menores
da vulva, logo acima da abertura da uretra. Aquele ponto é
na verdade a glande do clitóris, uma área extremamente
sensível da vulva.
Esse ponto, a glande do clitóris,
geralmente é mostrado como se fosse o clitóris
inteiro na maioria dos livros e ilustrações dos
órgãos femininos (Figura 3).
Figura 3 - Ilustração clássica
mostrando o clitóris como um ponto.
O clitóris era considerado tão pequeno e misterioso,
que muito se escreveu sobre como encontrá-lo. Alguns achavam
que melhor do que achar o clitóris, era encontrar um igualmente
misterioso ponto G, que ficaria dentro da vagina.
No começo do século XX, acreditava-se que a mulher
adulta e madura, normal, só poderia gozar se fosse pela vagina,
através da estimulação (roçar) do movimento
do pênis. Dizia-se que a mulher que gozava pelo clitóris
era anormal e problemática.
Se mesmo estimulada da maneira que se achava "correta"
a mulher ainda não gozasse, haveria até uma cirurgia
inventada para aproximar o clitóris da vagina, como se a
natureza tivesse errado a pontaria e colocado o clitóris
de algumas mulheres no lugar inadequado. A cirurgia, claro, não
funcionou. Fonte: The Myth of the Vaginal Orgasm BY ANNE KOEDT (1970)
Hoje sabe-se que o clitóris é bem fácil de
encontrar: ocupa quase toda a vulva, a parte da frente da vagina,
uma parte em volta da uretra e uma parte do períneo (espaço
entre a abertura da vagina e a do ânus), além de ter
ramificações para a raiz das coxas (Figura 4B na próxima
página). Atualmente considera-se que temos um sistema
clitoridiano que conta com 18 estruturas anatômicas
distintas.
A parte do clitóris que fica mais evidente e para fora (glande
do clitóris) é extremamente sensível. Embora
bem menor em tamanho que a glande do pênis, a glande do clitóris
tem 4 vezes mais terminações nervosas. Fonte: Chalker, R. A verdade sobre o clitóris
Muitas mulheres não gostam de uma manipulação
direta da glande se feita sem a devida delicadeza, pois a área
é tão sensível que a estimulação
com força pode até ser dolorosa.