Em termos
de prevenção secundária, é
importante ressaltar que as evidências preliminares sugerem que o uso de
anti-retrovirais e a reconstituição imunológica decorrente tem um impacto
também na evolução da infecção pelo HPV. Independente da carga viral da
mulher, os estudos mostraram que o uso da terapia tríplice esteve associado a
uma progressão mais lenta, à parada na progressão e mesmo com regressão de
lesões associadas ao HPV, em alguns casos mesmo às lesões severas no colo do
útero (59). Esta abordagem se aplica a virtualmente qualquer uma das complicações
potenciais da enfermidade, sendo um aspecto central na promoção da qualidade
de vida das mulheres HIV positivas. Nessa direção, o diagnóstico e o acesso
precoce aos recursos necessários fazem toda a diferença.