Mark Osborn, Coordenador do Projeto Young Men’s, Grande Yarmouth, Reino Unido.
Resumo
Desde junho de 2001, o projeto Young Men’s tem trabalhado com jovens do sexo masculino e jovens pais como parte da Fundação de Atenção Primária da Grande Yarmouth, no Reino Unido. O projeto atua em escolas e outros ambientes educacionais promovendo um desenvolvimento pessoal positivo, particularmente nos temas sexo e relacionamentos. Além disso, o projeto visa a aumentar a acessibilidade a serviços de saúde reprodutiva e a contraceptivos e a dar apoio para jovens pais. Os jovens, geralmente, querem tomar conta da própria vida e agir responsavelmente nas relações sexuais. O conhecimento por meio da educação, a reflexão sobre como entender e expressar a si mesmos como homens é crucial. Se eles estão propensos a se envolver com sexo com penetração, ter acesso a preservativos e usá-los corretamente em cada encontro sexual é o próximo passo. Culturalmente, temos pouca expectativa sobre os jovens quando se trata de saúde reprodutiva e de assumir responsabilidades. O mesmo se dá em relação aos pais muito jovens. Isso não acontece por falta de vontade de se envolver. Nosso trabalho desafia a tão reiterada noção de que jovens são um grupo de difícil acesso, o que atribui a eles toda a responsabilidade por sua situação. Acredito que deveríamos reconhecer que nós, e os provedores de serviços, estamos falhando no atendimento das necessidades desses jovens.
Abstract
The Young Men’s Project has been working with young men and young fathers as part of the Great Yarmouth Primary Care Trust in the UK since June 2001. The Project works in schools and other educational environments to promote positive personal development, particularly around sex and relationships, and to increase accessibility of sexual health and contraceptive services, and support for young fathers. Young men generally want to look after themselves and to act responsibly in sexual relationships. Knowledge through education and appreciation of how to understand and express themselves as men are crucial. If they are likely to engage in penetrative sex, then being able to access condoms and use them correctly for every sexual encounter is next. Culturally, we set low expectations of young men when it comes to sexual health and taking responsibility. The same is true of our expectations of young fathers. This is not due to their lack of desire to be involved. Our work challenges the much repeated notion that young men are a hard-to-reach group, which throws the responsibility onto them. I believe we should recognise that we, and the services we provide, have been failing to meet their needs.
Palavras-chave: homens jovens, serviços de saúde reprodutiva, camisinhas, acesso a serviços, Reino Unido.