:: Apresentação
:: História
:: Participantes
:: Projeto 25 anos
:: Banco de Dados (para instituições que atendem violência)
:: Precisa de ajuda?
:: Instituições que atendem violência (Lista/SP)
:: Instituições que atendem violência (Pesquisar/Brasil)
:: Cursos
:: Artigos, cartilhas
material didático

:: Legislação
:: Bibliografia
:: Links
:: Mapa do Site
:: Página Inicial

:: Fale Conosco
 Você está aqui:
Violência, saúde e direitos
Artigos
 

ARTIGOS, PUBLICAÇÕES, TESES, ETC..

Prevenir é melhor que remediar

 

O atendimento à saúde da mulher só será de fato integral se considerar a violência doméstica como problema de saúde pública, incorporado no funcionamento rotineiro dos seus serviços, o que deve ser feito por uma equipe interdisciplinar que esteja receptiva a trabalhar com a questão. O profissional de saúde deve proporcionar à mulher o diálogo e a possibilidade de ter um canal de ajuda eficaz. No entanto, a maioria tem dificuldade em associar violência doméstica com saúde. O tema ainda não faz parte do aprendizado escolar e, também, pesa o fato de ser um assunto que incomoda, em parte pelo cúmplice silêncio da sociedade e por outro lado por ter profissionais que estão também envolvidos em situação de violência doméstica.

O conceito de integralidade deve utilizar o tempo e o espaço ocupado pelas mulheres nos serviços de saúde, propiciando-lhes métodos e atividades complementares que facilitem a realização de diagnósticos precoces e redução de riscos à saúde.

Na área da saúde, o comportamento habitual tem sido o de tratar os sintomas sem aprofundar as causas, o que reforça a invisibilidade da violência doméstica. Esta forma de atender não satisfaz as necessidades das mulheres, fazendo com que elas se tornem poliqueixosas e freqüentadoras assíduas do serviço por não conseguirem resolver seus problemas ou mesmo falar sobre a violência.

A humanização do serviço de saúde deve oferecer ações educativas e de prevenção, com um amplo sistema de informação que promova acesso à cidadania para a população.

A criação deste serviço exige uma formação profissional que dê conta das relações de gênero, raça/etnia e de poder para que @s profissionais não sejam coniventes/omiss@s com a violência.

A ausência de registro de informações sobre a violência doméstica na área de saúde pública impede a elaboração de diagnósticos. A implantação do serviço de atendimento aos casos de violência doméstica deve ser uma das fontes de coleta de dados qualitativos e quantitativos capazes de aprofundar o entendimento das causas, da natureza, das dimensões, das características e das conseqüências dessa violência.

Com o registro de dados estatísticos, a saúde pública poderá fazer o trabalho preventivo de maneira planejada, contribuindo para reduzir a morbi-mortalidade por violência doméstica e sexual.

O serviço público de saúde, ao dar visibilidade ao atendimento à violência doméstica e sexual, pode oferecer um espaço privilegiado e muitas vezes único em que a mulher será atendida independentemente da denúncia contra o agressor. A exemplo do Hospital Municipal de Urgências de Oslo, Noruega, que desde 1986 atende às mulheres em situação de violência. Com o funcionamento ininterrupto, o tratamento é gratuito e não implica na obrigatoriedade de denúncia do agressor. A prioridade é garantir a vida e o resgate físico e emocional da mulher.

Por fim, a própria existência do atendimento à violência doméstica e sexual nos equipamentos de saúde possibilita uma avaliação contínua do funcionamento e da qualidade dos serviços.

*** Menu de Artigos ***
 

Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde
Rua Bartolomeu Zunega, 44 - Pinheiros - São Paulo, SP - CEP: 05426-020
E-mail: cfssaude@uol.com.br
Tel.: (11) 3812-8681 - Fax: (11) 3813-8578 - Disk-Saúde (11) 3034-2321
Em parceria com Departamento de Medicina Preventiva da USP