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Abordando as conquistas do feminismo

Na última terça-feira, 22 de agosto, o Coletivo esteve na Escola Municipal de Ensino Fundamental Sargento Antônio Alves da Silva, no bairro Parque da Independência, distrito de Capão Redondo, zona sul de São Paulo.

A equipe foi representada pela médica de família e comunidade Carla e pela antropóloga Isabela, que passou a tarde discutindo questões de gênero e sexualidade com 123 alunos de 6o. e 7o. ano. A importância dos feminismos para as conquistas das mulheres no campo dos direitos e questões referentes a infecções sexualmente transmissíveis, contracepção e aborto foram algumas das abordadas.

Conduzimos também uma reflexão sobre a definição de violências sexuais como estupro, assédio sexual e a questão do consentimento.

A interlocução entre a organização e a comunidade e a discussão com pessoas em idades em que o pensamento está em pleno desenvolvimento (e nem sempre moldado por referenciais críticos) nos mostrou o quanto tal troca é não apenas necessária, mas urgente. Como sujeitos políticos engajados em lutas por direitos, não buscamos apenas transmitir saberes, mas aprendemos muito nesses contextos, a partir de um olhar feminista e interseccional, percebendo onde classe e raça se encontram e moldam não somente experiências, mas o acesso a direitos e à informação.

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Segundo a OMS, o Brasil tem a 5a. maior taxa de feminicídios do mundo. Entre 1980 e 2013, 106.093 mulheres morreram por serem mulheres. A Agência Patrícia Galvão traz dados que confirmam que ser mulher é um risco: uma travesti ou mulher trans é assassinada no país a cada dois dias; 30 mulheres sofrem agressão física por hora; uma mulher é estuprada a cada dez minutos; 97% das mulheres já foram vítimas de assédio no transporte; e 76% das mulheres já sofreram violência e assédio no trabalho.