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Cuidando do Prazer - Do planejamento familiar à contracepção, e da autonomia das mulheres à responsabilidade compartilhada

Neste texto, buscaremos recuperar a trajetória do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde em seu trabalho de oferecer opções contraceptivas para suas usuárias. Primeiro, vamos contar um pouco sobre o contexto político que norteou o trabalho quando abrimos o ambulatório em 1985.

Em seguida, falaremos do atendimento individual e em grupo de contracepção, da prioridade ao diafragma e dos treinamentos e pesquisas neste campo.

Por fim, descreveremos as mudanças em nossa demanda de usuárias e no perfil do uso de métodos, em especial no contexto da epidemia de DSTs e AIDS1 , e das perspectivas, limites e possibi-lidades trazidas por este novo contexto e pelos novos métodos, para o milênio que se inicia.

Autora: Carmen Simone Grilo Diniz

Rua Bartolomeu Zunega, 44 Pinheiros – São Paulo/SP
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Segundo a OMS, o Brasil tem a 5a. maior taxa de feminicídios do mundo. Entre 1980 e 2013, 106.093 mulheres morreram por serem mulheres. A Agência Patrícia Galvão traz dados que confirmam que ser mulher é um risco: uma travesti ou mulher trans é assassinada no país a cada dois dias; 30 mulheres sofrem agressão física por hora; uma mulher é estuprada a cada dez minutos; 97% das mulheres já foram vítimas de assédio no transporte; e 76% das mulheres já sofreram violência e assédio no trabalho.