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Plantinhas da XXT

Quais são as plantas que podem nos auxiliar em nossos problemas ginecológicos?

Um dos pilares do nosso atendimento feminista que valorizamos tanto é o respeito pelas várias formas de cuidado de si e o estímulo à autonomia nesses cuidados. Construir cuidado em saúde é complexo, mas envolve essa parceria entre nossos saberes e a troca com o profissional.

Fitoterapia é um dos conhecimentos que valorizamos e difundimos em consultas, rodas e cartilhas. Mas é bom lembrar que planta também é remédio. Não é porque é natural que é inócuo: pode haver interação medicamentosa e efeitos colaterais da mesma forma. Além disso, não é pra tudo que podemos usar fito. Infecções pélvicas, por exemplo, precisam de tratamento com antibiótico alopático e é uma das urgências da ginecologia. Mas pra muitas outras coisas a fitoterapia pode ser aliada. Segue abaixo algumas das plantas que usamos/recomendamos como possibilidades terapêuticas.

Melaleuca (Melaleuca alternifolia) tem origem na Austrália e é também conhecido como “tea tree”. Suas folhas podem ser usadas para preparo de chá para uso externo e também o óleo essencial diluído em água ou óleo vegetal para tratamento de candidíase, gardnerella, micoses superficiais e acne. É um antifúngico e bactericida potente, sendo seu efeito anti-séptico um dos mais difundidos. Ideal é diluir, pois pode irritar a pele e mucosas quando em alta concentração.

Camomila (Chamomilla recutita): é um calmante e cicatrizante natural. Tem efeito digestivo, sedativo, ajuda na aliminação de gases, a combater cólicas e estimular o apetite. A infusão aquosa das flores ou mesmo seu óleo essencial podem ser usados em pomadas para a cicatrização de feridas e alívio de processos inflamatórios (gengivite, hemorróida, herpes).

Mil folhas (Achillea millefolium): é uma planta rizomatosa, rendada, nativa da Europa e é amplamente usada para dor, pois possui ação anti-inflamatória e anti-espasmódica. É ótima para alívio das cólicas e dores em geral (cólica renal, dor no corpo, nas articulações etc). Basta macerá-la e misturar com água quente para fazer um chá que pode ser ingerido.

Barbatimão (Stryphnodendron adstringens): é uma planta nativa do cerrado do Sudeste e Centro-Oeste. Sua casca, rica em tanino, é amplamente usada para diversos fins. Ferve-se a casca em água e é possível fazer banhos de assento para tratar corrimentos e verrugas por HPV, diarreia e até hemorragias uterinas. O uso é preferencialmente externo.

Babosa (Aloe vera): é uma planta herbácea, suculenta de folhas carnosas. Tem um efeito hidratante e cicatrizante, bom para queimaduras e feridas superficiais da pele, candidíase, quando há muita inflamação e até para hemorróidas (é possível fazer um supositório com seu sumo transparente depois de limpar o gel amarelado que o envolve)

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Segundo a OMS, o Brasil tem a 5a. maior taxa de feminicídios do mundo. Entre 1980 e 2013, 106.093 mulheres morreram por serem mulheres. A Agência Patrícia Galvão traz dados que confirmam que ser mulher é um risco: uma travesti ou mulher trans é assassinada no país a cada dois dias; 30 mulheres sofrem agressão física por hora; uma mulher é estuprada a cada dez minutos; 97% das mulheres já foram vítimas de assédio no transporte; e 76% das mulheres já sofreram violência e assédio no trabalho.