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O Papel das Práticas Educativas – Como a questão educativa é encarada no Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde

Após um estágio que realizei em um ambulatório na Suíça, que contava com excelentes condições técnicas e de recursos humanos, voltei com a idéia de implementar um ambulatório feminista. Na época, algumas companheiras, também interessadas na criação de um ambulatório feminista, diziam que a proposta era muito avançada para a nossa realidade e questionavam se seria possível concretizá-la. Eu respondia que sim, apesar da consciência das dificuldades e sabedora do desafio que seria realizar um trabalho desse gênero no Brasil, sobretudo levando em conta a nossa ambição, que era a de criar um atendimento integral de saúde da mulher com uma visão mais holística e humanizada.
Autora: Maria José de Oliveira Araújo
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Segundo a OMS, o Brasil tem a 5a. maior taxa de feminicídios do mundo. Entre 1980 e 2013, 106.093 mulheres morreram por serem mulheres. A Agência Patrícia Galvão traz dados que confirmam que ser mulher é um risco: uma travesti ou mulher trans é assassinada no país a cada dois dias; 30 mulheres sofrem agressão física por hora; uma mulher é estuprada a cada dez minutos; 97% das mulheres já foram vítimas de assédio no transporte; e 76% das mulheres já sofreram violência e assédio no trabalho.