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A Saúde da Mulher em Situação de Violência – O que pensam os gestores e Gestoras Municipais do Sistema Único de Saúde?

O objetivo desse estudo é investigar as representações de gestores/as do Sistema Único de Saúde – SUS sobre a saúde da mulher em situação de violência e a influência dessas representações nas decisões por ações de saúde para essas mulheres, dentro da perspectiva de um estudo qualitativo e descritivo. Foram escolhidos três municípios da Região Metropolitana do Recife (PE) enquadrados enquanto em Gestão Plena do SUS, ou seja, com a possibilidade de gestão autônoma sobre seus recursos e serviços de saúde.

 Autora: Magde Porto Cruz

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Segundo a OMS, o Brasil tem a 5a. maior taxa de feminicídios do mundo. Entre 1980 e 2013, 106.093 mulheres morreram por serem mulheres. A Agência Patrícia Galvão traz dados que confirmam que ser mulher é um risco: uma travesti ou mulher trans é assassinada no país a cada dois dias; 30 mulheres sofrem agressão física por hora; uma mulher é estuprada a cada dez minutos; 97% das mulheres já foram vítimas de assédio no transporte; e 76% das mulheres já sofreram violência e assédio no trabalho.