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Saúde das Mulheres - Experiência e prática do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde

A produção de um livro como este é uma espécie de reconstrução da experiência de trabalho vivida sob várias formas. Também é o registro do que poderíamos chamar de as invenções das mulheres para intervir no mundo, para produzir saber e formas próprias de pensar e cuidar da saúde. A importância desta publicação está evidentemente associada à importância que tem o Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde para a história do movimento de mulheres no Brasil, dentro do contexto de democratização e construção de cidadania que se situa nas últimas duas décadas.

Equipe do Coletivo

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Segundo a OMS, o Brasil tem a 5a. maior taxa de feminicídios do mundo. Entre 1980 e 2013, 106.093 mulheres morreram por serem mulheres. A Agência Patrícia Galvão traz dados que confirmam que ser mulher é um risco: uma travesti ou mulher trans é assassinada no país a cada dois dias; 30 mulheres sofrem agressão física por hora; uma mulher é estuprada a cada dez minutos; 97% das mulheres já foram vítimas de assédio no transporte; e 76% das mulheres já sofreram violência e assédio no trabalho.