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Saúde Mental e Violência - Considerações acerca do atendimento em saúde mental a mulheres em situações de violência

Na cidade de São Paulo, o campo da saúde mental em sua interface com a violência vem se ampliando desde o momento da implantação dos primeiros serviços de atendimento multiprofissional e multidisciplinar às mulheres em situações de violência, na década de 90. O Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde faz o atendimento em saúde mental às mulheres em situação de violência doméstica, sobretudo aquela que ocorre entre homens e mulheres que mantêm uma relação conjugal. Este tipo de ocorrência de violência doméstica corresponde também à maior parte dos casos atendidos em outros serviços do mesmo tipo.

O crescimento da violência no plano das relações privadas, das relações conjugais, segundo Paulo Henrique Martins (1997), tem a ver com a desintegração dos modelos familiares dominantes. O estilhaçamento dos antigos modelos de relações tem provocado vários efeitos, como o surgimento de novas figuras de homem e de mulher, de novas formas de se relacionar, novas sexualidades, conflitos, medos, ressentimentos, inseguranças e até mesmo situa-ções de violência, quando o respeito ao outro e a suas escolhas não é possível.

Autora: Paula S. N. Francisquetti

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Segundo a OMS, o Brasil tem a 5a. maior taxa de feminicídios do mundo. Entre 1980 e 2013, 106.093 mulheres morreram por serem mulheres. A Agência Patrícia Galvão traz dados que confirmam que ser mulher é um risco: uma travesti ou mulher trans é assassinada no país a cada dois dias; 30 mulheres sofrem agressão física por hora; uma mulher é estuprada a cada dez minutos; 97% das mulheres já foram vítimas de assédio no transporte; e 76% das mulheres já sofreram violência e assédio no trabalho.