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Violência de Gênero - O trabalho com violência de gênero como questão de saúde (Simone G. Diniz)

O movimento de mulheres que reemerge na década de 60 teve o mérito de introduzir na agenda política questões que estavam antes restritas à esfera supostamente despolitizada e neutra da vida privada, trazendo para o debate público temas como a sexualidade e o corpo feminino. Estes temas são colocados como centrais na luta das mulheres pelo reconhecimento de sua condição de cidadãs, sujeitos capazes de decidir sobre as próprias vidas e sobre suas escolhas reprodutivas e sexuais. Nesta direção, o movimento denun-cia o papel de controle e tutela sobre as mulheres exercido por instituições como religiões, família, medicina e Estado, e propõe relações sociais baseadas na eqüidade entre homens e mulheres.

Como em outros países, no Brasil o movimento tem tido um papel fundamental na crítica dos modelos de atenção à saúde e na proposição de alternativas, demonstrado na formulação e luta pela implementação do Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Paism). Este conceito de atenção integral propiciou que fossem reconhecidas questões relevantes para as mulheres, porém novas para o campo da saúde. Nestes programas que se desenvolvem a partir da década de 80, uma das questões que emerge e passa a se tornar importante dentro da área de saúde é a da violência.

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